Presidente do Brasil fala sobre software livre
No Fórum Internacional de Software Livre, o presidente Lula destacou a importância do software livre. Podem ver o vídeo aqui, ou as suas palavras abaixo:
Eu lembro da primeira reunião que nós fizemos na Granja do Torto … em que eu não entendia absolutamente nada da linguagem que este pessoal discutia… sabe… e houve uma tensão imensa entre aqueles que defendiam a adopção do bravio do software livre e aqueles que achavam que nós deveríamos fazer a mesmisse de sempre …né… ficar do mesmo jeito, sabe, comprando e pagando a inteligência dos outros… e graças a Deus prevaleceu no nosso país a questão e a decisão do software livre. Porquê nós tínhamos que escolher … ou nós íamos para a cozinha preparar o prato que nós queríamos comer, com os têmperos que nós queríamos colocar, e dar um gosto brasileiro na comida… ou nós iríamos comer aquilo que a Microsoft queria vender p’ra gente.
O serviço da TVTel (satélite)
Recebo imensas visitas neste blog por causa do artigo “Assim vai a concorrência em Portugal: TVTel já era…“, referindo a compra da TVTel pela ZON.
O que mudou desde o início do Verão de 2008, quando se começou a falar nessa compra, até esta data?
No serviço de satélite, o único que poderei comentar, eram bastantes as esperanças comunicadas aos clientes: serviços inovadores; novos canais; etc., a oferecer a curto prazo!
Com a compra, rapidamente se percebe que a ZON pretendeu fazer da TVTel uma maneira de oferecer poucos serviços a um custo reduzido. Um pouco à semelhança da UZO perante a TMN, REDE4 perante a Optimus, etc. Ou seja, serviços como canais HD ou videoclube na oferta da TVTel passaram para segundo plano e não sei se alguma vez daí vão sair. O firmware das boxes nunca mais foi actualizado, por exemplo. Houve alterações na grelha de canais, com vantagens e desvantagens.
Apesar de tudo, valerá ainda a pena o serviço de satélite que parece que ainda está a ser oferecido de acordo com http://www.tvtel.pt/ ? Não tenho uma resposta, dependerá das situações. Apresento alguma informação que o poderá ajudar a decidir:
* mensalidade (9.99 euros)
* ao fim de um ano (12.90 euros)
Canais mais relevantes disponíveis actualmente:
* RTP1, RTP2, SIC, SICN, RTPN, TVI24, Odisseia, Hollywood, MTV Portugal, People+Arts, História, Discovery Channel, Biography Channel, VH1, Disney, Nickelodeon, Cartoon, Panda, Eurosport, AR TV, CNN, BBC, France 24, CNBC, TV Record
* outros tantos canais livres
Dicas para o Firefox em Ubuntu Netbook Remix
Este artigo serve apenas para apontar três dicas para personalizar o Firefox em Ubuntu Netbook Remix, conseguindo mais espaço na vertical para visualização de páginas web.
- remover status bar
- instalar o ADD-ON Tiny Menu e arrastar a barra de endereços e todos os botões para junto do Menu
- instalar o tema “Classic Compact“, para minimizar o tamanho dos ícones (não gosto muito do tema, diga-se)
O resultado final é este:
Continuam os erros no BASE?
O BASE é supostamente a fonte mais credível de informação relativamente aos ajustes directos efectuados pelas instituições públicas. Há uns meses atrás houve uma grande polémica com direito a tempo de antena nos principais meios de comunicação social sobre os erros que estavam presentes nesse mesmo site. Pois bem, passados meses… ou os erros de introdução continuam ou os valores são de facto verdadeiros!!
http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=23728
http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=18654
http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=19162
http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=28535
http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=29436
http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=32381
http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=32496
Só para mencionar alguns que encontrei rapidamente!
A reparação da porta, essa continua nos 140 000 euros!
http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=7264
http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=8073
Só tenho a dizer, paguem um almoço por ajuste directo aos autores do transparencia-pt.org e eles que vos façam um site a sério! Parece que em Portugal se gosta de bater com a cabeça na parede mais do que uma vez seguida.
Entretanto, surgiram mais despesas exorbitantes, que gostaria de ver confirmadas ou infirmadas:
http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=28215
Unidade de Tecnologias de Informação e Segurança
No comunicado do Conselho de Ministros de 19 de Março, pode-se ler o seguinte:
11. Decreto-Lei que cria a Unidade de Tecnologias de Informação de Segurança
Este Decreto-Lei vem criar a Unidade de Tecnologias de Informação de Segurança (UTIS), como serviço central da administração directa do Estado, dotado de autonomia administrativa, cuja organização e funcionamento será assegurado por pessoal das entidades tuteladas pelo Ministério da Administração Interna (MAI).
A UTIS tem por missão assegurar a prestação de serviços partilhados aos serviços centrais de natureza operacional e de suporte do MAI, através da contribuição para a permanente modernização dos sistemas de informação, da promoção da interoperabilidade entre as tecnologias de informação e comunicações das estruturas e organismos, da disponibilização de tecnologia de informação e de comunicações de uso comum ou partilhado, da garantia dos níveis de segurança adequados no acesso, comunicação e armazenamento da informação e da racionalização na aquisição e no uso dos meios e recursos tecnológicos disponíveis.
Conjunto de questões sobre este comunicado:
a) A UTIS vai funcionar apenas para o MAI ou para toda a administração pública?
b) Que bons exemplos é que o MAI, que fornecerá os elementos para a UTIS, tem neste momento em prática que nos façam esperar que os objectivos supracitados irão ser atingidos?
Neste momento consigo encontrar maus exemplos na vertente virada para o cidadão: (A) smartdocs (B) o servidor do MAI funciona em IIS, além de todos os serviços derivados, ao que me parece (C) Direcção-Geral das Infra-Estruturas, sob a égide do MAI, a gastar enormidades em licenças com software pouco interoperável (D) Site do MAI com informação em formatos proprietários, de forma exclusiva (XLS) (E) validação W3C validator.w3.org/ com mais de centena de erros (F) (F) Conteúdos multimédia apenas em Flash – o que, a bem dizer, podia ser bem pior (G) tentem abrir a página da queixa electrónica em Firefox e aparece um aviso de segurança, que se prende com os certificados da ECCE não estarem instalados no Firefox (lá se vai a interoperabilidade quando um cidadão vê um GET ME OUT OF HERE), ou se quisermos, pelo facto de o site não usar certificados de uma ROOT certificate authority habitual. (H) http://www.mai.gov.pt/carjacking/ Level A conformance? Então mas a Resolução do Conselho de Ministros nº155/2007, não obrigava ao nível AA?
2 – Determinar que os sítios da Internet do Governo e dos serviços e organismos públicos da administração central que impliquem a prestação de serviços transaccionais aos cidadãos respeitem o nível de conformidade «AA» das directrizes sobre a acessibilidade do conteúdo da web, desenvolvidas pelo W3C.
Se a UTIS for responsável por algo que venha a ser transversal a toda a administração pública e não apenas ao MAI, preocupa-me o facto de não existirem grandes esforços ou grandes exemplos em todos os pontos a negrito acima indicados actualmente. Logo, uma equipa que derive do MAI irá mudar radicalmente de atitude?
Por outro lado, também vos digo, se a UTIS for dirigida apenas ao MAI como o texto do Conselho de Ministros parece indicar, eu diria que não haveria de ser, uma vez que os objectivos teóricos da mesma são prioritários em todos os sectores das TI na administração pública.
Rússia migra administração pública para software livre
De acordo com o site oficial do Ministério das Comunicações da Rússia,
http://minkomsvjaz.ru/ministry/documents/1117/
(versão google translate: http://translate.google.com/translate?u=http%3A%2F%2Fminkomsvjaz.ru%2Fministry%2Fdocuments%2F1117%2F&sl=ru&tl=en&hl=en&ie=UTF-8)
(via http://www.linuxcenter.ru/news/2009/03/12/9309/ )
o governo Russo publicará em breve um plano, ainda em estado de desenvolvimento, que recomenda a adopção preferencial de software livre na administração pública face a outras soluções, assim como a transição dos actuais sistemas para software livre.
Outros países já adoptaram recomendações e planos semelhantes, sendo que outros ainda, como por exemplo o Brasil, chegaram (e bem!) a legislar nesse sentido.
Qual o mais bonito: Magalhães ou Doraemon?
Servidores web de 270 Câmaras Municipais
Segundo dados da netcraft o servidor web Apache domina o mercado mundial com cerca de 49% de quota de mercado, seguindo-se servidores da Microsoft com 29 % de quota de mercado (isto, com base em cerca de 169 milhões de servidores). Será que os servidores das Câmaras Municipais portuguesas vão de acordo com esta estatística? O gráfico seguinte mostra que não (com base em 270 URLs), isto é, a tendência é oposta! Para uma administração pública local endividada, é sempre estranho ver tanto esbanjamento em licenças de software.

Sobre o Decreto Lei 143-A/2008 (actualizado 1x)
[Actualização 1] Vejam com os vossos próprios olhos os valores que as entidades públicas, pagaram a um privado, para poderem fazer … contratos públicos: http://transparencia-pt.org/?search_str=vortal . Esquecendo momentaneamente as questões de interoperabilidade, pensem só no custo total da solução a longo prazo.
No comunicado da ESOP referido no post anterior, é apontada uma potencial infracção ao Decreto Lei 143-A/2008, que fui agora consultar. Destaco abaixo parte dos artigos que merecem ser salientados no contexto do comunicado.


Comunicado de imprensa da ESOP: Irregularidades na contratação pública
A ESOP tem o seu quê de razão. Vejam a captura de ecrã abaixo retirada do seu comunicado de imprensa. Só deviam ser admitidas empresas a operar no ramo dos concursos públicos que cumprissem com requisitos mínimos de interoperabilidade:

Um olhar sobre o website Socrates2009.pt – 1º episódio
Um site com o nome do actual primeiro-ministro deverá ser exemplar em várias matérias (muito mais do que este simples blog). Neste momento, apenas está disponível o formulário de registo, mas já dá para ter uma ideia do que aí vem.
Que servidor: Apache ou IIS ?
Server: Microsoft-IIS/6.0
X-Powered-By: ASP.NET
X-AspNet-Version: 2.0.50727
Valida de acordo com normas W3C?
De acordo com http://validator.w3.org/
“Errors found while checking this document as XHTML 1.0 Transitional!”
“Result: 10 Errors, 2 warning(s)”
E no que diz respeito à acessibilidade?
De acordo com tawdis.net,

Sistema de gestão de conteúdos:
Estarão a usar o Kentico CMS? (Microsoft Gold Certified Partner)
Perguntas retóricas:
No site serão usadas normas abertas para partilhar informação editável (por exemplo, ODF) ?
No site serão usadas normas abertas para transmitir áudio ou vídeo?
Tipos de servidores web dos municípios das áreas metropolitanas do Porto e Lisboa

Nos servidores web de tecnologia proprietária inclui-se maioritariamente Microsoft-IIS 6.0/5.0 e nos servidores de tecnologia livre maioritariamente Apache (um ou outro win32).
Os números para os municípios de Lisboa são surpreendentes à luz das estatísticas mundiais.
Uma certeza tenho. Se há Câmaras que usam Apache, não vejo qualquer razão técnica para as outras não o fazerem também.
Será interessante numa próxima oportunidade fazer uma estatística com todas as Câmaras Municipais do país e confirmar se existe ou não esta tendência para maior uso de tecnologias livres no Norte do que no Sul, ou entre regiões diferentes.
Terá que ver com a formação dada nas Universidades? Com a distância a centros de lobbying? Com os recursos financeiros disponíveis?
Interoperabilidade e o Ministério das Finanças
Consultando a página:
http://www.e-financas.gov.pt/de/ajuda/DGCI/FAQSI.htm#M22
Podem encontrar ficheiros .DOC empacotados em .EXE, ficheiros .ZIP com ficheiros .DOC dentro, ficheiros XSD empacotados em EXE.
Se é esta a noção de interoperabilidade do Ministério das Finanças, estamos muito mal. Países por esse mundo fora, como é o caso do Brasil, adoptaram recentemente normas abertas (em particular o Open Document Format, ODF) em toda a sua administração pública, tornando-as mesmo obrigatórias (mesmo que sem exclusividade, naguns casos). Esta página do Ministério das Finanças de Portugal mostra como se consegue chegar ao extremo oposto, ofuscando formatos proprietários dentro de ficheiros binários que só correm numa plataforma proprietária, atentando de forma grave contra princípios básicos de interoperabilidade.
E já agora, parece que o Ministério das Finanças ainda não ouviu falar de alguns navegadores livres que andam por aí. Pode-se ler na nota de rodapé:
Site optimizado para Internet Explorer 6, Netscape 7, Opera 7.
O browser mais utilizado pelos leitores do tek.sapo.pt [actualizado 2x]
[Actualização 2] As votações finais http://tek.sapo.pt/opiniao/votacao_tek_firefox_lidera_entre_leitores_do_906367.html
[Actualização 1] À data de 30 de Dezembro, o Firefox começa a ganhar a corrida:
À data de 29 de Dezembro, eis o resultado de uma votação no canal TEK do SAPO (http://tek.sapo.pt) sobre o browser utilizado pelos visitantes:
O Firefox lidera, embora por pouca margem.
Ilegal ou não? Irrelevante. A avaliação de professores online.
Foi noticiado no Público a disponibilização de uma ferramenta online da Direcção Geral de Recursos Humanos da Educação para que os professores pudessem “preencher os seus objectivos individuais, um dos procedimentos previstos no processo de avaliação de desempenho dos docentes”. Gerou-se grande controvérsia entre sindicatos e Ministério sobre a legalidade de tal ferramenta.
Movido pela curiosidade de vislumbrar a tal ferramenta que foi disponibilizada aos professores deste país, dirigi-me ao site da DGRHE. Ao clicar em Avaliação de Desempenho do Pessoal Docente – Definição de Objectivos – 17-11-2008 sou deparado com a seguinte informação:
“O Internet Explorer é usado por mais de 90% dos internautas. ” -> falso
“Fornece uma experiência de navegação flexível e de confiança com privacidade para todos os utilizadores do Windows.” -> falso.
“A candidatura inteligente suporta o…” -> uma candidatura que não é verdadeiramente multiplataforma, ou melhor, independente da plataforma, não deveria ser adjectivada de inteligente.
A mensagem de erro surgiu em Opera, Firefox 3 e Konqueror, em Ubuntu Linux. Concluo portanto que a legalidade ou ilegalidade da ferramenta é irrelevante uma vez que existirão vários professores que não lhe conseguirão aceder, uma vez que o site não é verdadeiramente multiplataforma e acessível. Se é professor, e já não estava muito virado para preencher online os objectivos de desempenho, não se preocupe, basta dizer que usa “Firefox 3 em Linux”.





